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Seu concorrente está no BBB26. Você não. E agora?

Seu concorrente está no BBB26. Você não. E agora?

iFood, Mercado Livre, McDonald’s, Amstel, TIM, Mercado Pago, Betano, Nestlé, MRV, Electrolux, CIF, Ajinomoto, Nivea… essas marcas conseguem anunciar em um dos horários mais caros da TV brasileira (o Big Brother).

Nos EUA, no Super Bowl LX, teve anunciante pagando caro para 30 segundos no ar. Budweiser com “American Icons” e Volkswagen revivendo “Drivers Wanted” foram dois exemplos que apareceram entre os comerciais mais comentados da noite.

Se você está vendo isso de fora, a sensação costuma ser direta: o concorrente tem espaço de destaque na mídia e a minha marca não.

O custo invisível de ficar parado pode ser maior do que o custo de não estar no BBB

Pensar que o jogo acabou porque o concorrente está em evidência na mídia de massa é não entender o comportamento do consumidor. 

Este tipo de programa cria um fenômeno-chave: picos de atenção coletiva. O ponto é que esses picos podem ser aproveitados não só pelo anunciante, mas também pelos seus concorrentes.

Para entender isso, é preciso evitar um erro comum: confundir presença de mídia com resultado de mercado. Seu concorrente pode estar dominando a conversa e, ainda assim, não estar ganhando intenção de compra. Tem marca que compra exposição e não transforma isso em ação do consumidor.

Em eventos desse tipo, o consumidor faz o que faz sempre: vê na TV ou no streaming e confirma no celular. Se você tiver uma estratégia para capturar essa segunda etapa, a atenção vira busca e a busca pelo concorrente pode virar a sua venda.

 

Como competir sem estar no mesmo evento: gestão de atenção com foco em intenção

A boa notícia é que existem formas reais de reduzir a cegueira competitiva em TV, streaming e rádio sem tentar disputar o mesmo espaço com o mesmo cheque.

A lógica muda de “como eu apareço no BBB?” para “como eu capturo e comprovo a atenção que o BBB gera, mas no meu terreno?”.

1) Troque “onde anunciar” por “quando a atenção vira intenção”

Você não precisa estar no programa para capturar parte do efeito do programa.

Você precisa medir sinais de reação, como picos de busca, tráfego, installs e leads, em janelas curtas após exposições e acontecimentos. Isso separa barulho, que é muita gente comentando, de demanda, que é gente querendo agir.

Na prática, isso te dá um mapa: quais conteúdos, horários, emissoras e formatos geram reação de verdade, inclusive em TV e rádio, que ainda são tratados como “difíceis de atribuir”.

2) Use o pico de atenção com contexto e tempo certo, sem comprar o pico

Quando o concorrente aparece no intervalo, ele pode aumentar o nível de atenção e curiosidade no público. A decisão é simples: você vai apenas observar ou vai capturar essa intenção no momento certo?

Real time marketing aplicado a TV, rádio e streaming significa criar gatilhos para ativar mídia digital e criativos no momento em que o evento gera pico de atenção, ou no exato momento em que o concorrente entra no ar.

Isso não é copiar campanha. É capturar intenção.

Se o concorrente aumenta lembrança e curiosidade no intervalo, você entra com search e social com mensagem mais útil: comparativo, prova, oferta, disponibilidade regional, entrega, teste. Você captura quem foi “ativado” pelo impacto do evento.

3) Pare de tentar “substituir” o BBB e identifique onde há eficiência fora do foco principal

Grandes eventos encarecem o inventário mais disputado e concentram o orçamento do mercado. Isso costuma criar oportunidades em canais e recortes menos concorridos.

Três áreas em que frequentemente existe valor quando o mercado concentra tudo no mesmo lugar:

Rádio e áudio, inclusive streaming de áudio. Quando o orçamento vai todo para TV e evento, o áudio tende a ter menos saturação em algumas categorias. Resultado: mais atenção por inserção e custo relativamente melhor, especialmente se você mede reação e ajusta rápido.

TV regional e afiliadas, além de faixas horárias com melhor custo-benefício, podem ser o espaço que gera maior conversão para a sua marca. Nem toda demanda nasce no horário nobre. Em várias categorias, o melhor custo por reação aparece fora do centro do orçamento.

 

4) Faça a pergunta que muda o jogo: o que o consumidor vai procurar quando vir o concorrente?

Aqui mora a parte mais negligenciada: o plano de captura de busca.

Quando o concorrente faz barulho, o público tende a buscar a marca do concorrente, o produto, a categoria, o “como funciona”, preço, avaliação e onde comprar.

Se você não tem presença forte nesses termos, no orgânico e no pago, e páginas preparadas para converter, o concorrente não comprou só TV. Ele comprou parte do seu tráfego potencial.

 

5) Monte um “painel de sinais” para decisão, não um debate de opiniões

A solução estrutural é um ciclo semanal, e em semana de evento pode ser diário, com três painéis simples:

  • Pressão competitiva: quando e onde o concorrente aparece em TV, streaming e rádio.
  • Reação do público: picos de busca, visita, install e lead por janela de tempo.
  • Ação recomendada: realocar verba, ajustar criativo, reforçar termos de busca, ativar contexto.

O objetivo não é ficar em alta durante o BBB ou o SuperBowl. É ganhar o que importa: intenção capturada com eficiência.

No fim, a pergunta não é “o que fazer quando seu concorrente anuncia no BBB”. A pergunta é: como evitar decisões ruins quando alguém compra o maior espaço de atenção do país?

Quem aprende a operar com sinais, e não com ansiedade, descobre uma vantagem prática: às vezes o concorrente paga caro para criar atenção e você paga bem menos para capturar a decisão.


A Tunad

A Tunad é uma empresa de inteligência de mídia.

Nosso sistema monitora, automaticamente, mais de 500 canais de TVs e cinco mil rádios no Brasil e na América Latina. Através do uso de inteligência artificial, identifica, em tempo real, eventos cotidianos que podem gerar oportunidades de impacto online.

Quando esses eventos são identificados, a plataforma aciona a campanha mais adequada a ser veiculada naquele momento. E, por fim, mensura e insere os resultados numa base de dados, indicando dias, horários e as emissoras que geram o melhor alcance para a marca.


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